Capítulo 2: Técnica para a medição correta

Por: Redação

Circuito Primitivo de uma Unidade de Controle para Sinais de Saída
Os terminais de potência de uma unidade de controle, tanto o positivo como o negativo, são identificados na maioria dos casos pela maior secção (bitola) dos cabos nos esquemas elétricos.

A alimentação de tensão de uma unidade de controle pode ser feita através dos terminais de potência ou por meio de conexões à parte.

Nas unidades de controle de última geração os atuadores somente são excitados através de etapas finais resistentes a curto-circuitos.

As lâmpadas incandescentes, em veículos mais modernos, são excitadas mediante sinais PWM para o controle da claridade e aumento da vida útil das lâmpadas, em virtude da limitação de tensão.

As válvulas eletromagnéticas são excitadas, segundo sua aplicação, de forma comutada (liga/desliga), periodificada (variação de frequência) ou por meio de sinais PWM (Fig.9).

Fig.9: Circuito primitivo dos sinais de saída de uma unidade de controle para sinais de saída

Acionamento de Relé
As unidades de controle excitam os relés, na maioria dos casos, pelo seu lado negativo. No estado “não excitado” a tensão de alimentação encontra-se aplicada através da bobina do relé até a saída da unidade de controle (Fig.10). Esta particularidade pode ser aproveitada pela unidade de controle para fins de diagnóstico (semelhante às “Eletroválvulas”).

Fig.10: Sinais de saída de uma unidade de controle para acionamento de um relé

A resistência da bobina de um relé é, segundo o seu tipo e arquitetura, de aproximadamente 60–140 Ω. Isto significa que flui uma corrente máxima de 200 mA através do estágio final de potência da unidade de controle.

Uma lâmpada de teste de 12V / 3W tem uma intensidade de corrente a quente de 250 mA em virtude de sua característica tipo PTC. A intensidade de corrente a frio é cerca de 10 vezes maior.

Isto significa que, no momento da conexão da lâmpada de teste, flui uma corrente de aproximadamente 2,5 A através do estágio final de potência da unidade de controle. No entanto, o transistor somente está dimensionado para fazer funcionar um relé (200 mA). Neste caso, uma lâmpada de teste pode destruir a unidade de controle.

O sinal de saída para acionamento de um relé sempre deve ser verificado com um multímetro ou osciloscópio.

Fig.11: Sinais de saída de uma unidade de controle para acionamento de um relé. Dependendo do teste realizado, pode-se destruir a unidade de controle

Acionamento de Eletroválvula
Quando a eletroválvula não está excitada, a tensão de alimentação se encontra aplicada através da bobina da mesma até a saída da unidade de controle. Esta particularidade pode ser aproveitada pela unidade de controle para fins de diagnóstico.

As eletroválvulas são excitadas na maioria dos casos pelo seu lado negativo por parte da unidade de controle. Segundo a aplicação, podem ser excitadas de forma comutada (liga/desliga), periodificada (frequência variável) ou por sinais PWM. Para se evitar interpretações erradas das medições, deve-se utilizar o osciloscópio medindo em paralelo diretamente no conector do componente. Medindo desta forma, eventuais resistências no circuito de acionamento (por exemplo, conexões oxidadas) serão visualizadas no osciloscópio.

Fig.12: Sinais de saída de uma unidade de controle para acionamento de uma eletroválvula

Como podemos concluir, não importa qual seja o sistema, a forma de “sentir” e de “agir” das unidades de controle é praticamente a mesma. Até a próxima!