Saiba como escolher o óleo certo para os motores de seus clientes

Considerados essenciais para o desempenho dos motores, os óleos lubrificantes ajudam a diminuir o atrito entre as peças móveis do motor, auxiliam no arrefecimento, no consumo de combustível e na emissão de gases poluentes

Por: Redação

A função fundamental de um lubrificante é diminuir o atrito entre as peças móveis do motor, além de auxiliar no controle térmico, junto ao sistema de arrefecimento. Num passado não muito distante, as exigências eram menores, pois os motores possuíam características construtivas que não demandavam grande tecnologia no que tange aos lubrificantes, todavia, com a evolução da engenharia empregada nos motores a fim de diminuir o consumo, a emissão de poluentes e de co², tornou-se necessário a utilização de lubrificantes capazes de suportar os novos níveis de exigência.

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Dentre as principais características de um motor moderno, podemos destacar o maior controle dimensional das peças e o mellhor aproveitamento térmico. Estes dois aspectos são preponderantes no desenvolvimento dos lubrificantes, que precisam de uma viscosidade adequada para poder passar pelas galerias estreitas e folgas mínimas sem perder a estabilidade química por conta do aumento da temperatura.

Para compreendermos melhor, é importante mencionar como, atualmente, são classificados os lubrificantes de motor. Uma das principais classificações se dá através de uma norma da SAE (Sociedade dos Engenheiros Automotivos dos Estados Unidos) composta por letras e números que indicam as características do lubrificante em função da temperatura. Por exemplo, um lubrificante SAE 5W-30. Significa que em baixas temperaturas (o “W” vem da palavra inverno, em inglês) o lubrificante se comporta como um óleo de viscosidade 5, mas em alta temperatura ele se comporta como um de viscosidade 30, que é mais viscoso. Isso significa que haverá uma partida leve e lubrificação rápida das partes altas do motor, mesmo em baixas temperaturas, sem que, no entanto, o lubrificante perca suas propriedades após a temperatura normal de funcionamento do motor ser atingida.

Lubrificantes Sintéticos
Tendo em vista as exigências dos motores modernos, a indústria petroquímica desenvolveu novas técnicas de fabricação de lubrificantes a fim de assegurar a estabilidade química mesmo sob condições severas de funcionamento. Uma das principais é a utilização de reações químicas na formulação do óleo básico, que antes era obtido por separação térmica.
Isso significa que esta base, às quais depois são adicionados aditivos diversos, é mais estável que uma base mineral, permitindo, desta forma, a obtenção de um lubrificante mais estável em uma ampla faixa de temperatura, além de manter suas características químicas por mais tempo se comparado a um lubrificante que utiliza base mineral.

A Volkswagen recomenda a utilização de lubrificantes sintéticos em todos os seus automóveis comercializados no Brasil. Isto decorre de extensos testes feitos em conjunto com o desenvolvedor do lubrificante.

Além das normas convencionais relacionadas aos lubrificantes, a Volkswagen possui as suas próprias normas sobre o assunto, são elas: VW508 88 para veículos bicombustível fabricados a partir de 2012 e a VW502 00 para os demais veículos a gasolina. Esta designação vem impressa na embalagem do produto e assegura ao proprietário e ao reparador que o lubrificante possui as características necessárias para o correto funcionamento do motor.

A utilização de um óleo não especificado pela montadora não garante a durabilidade e funcionamento ideal do conjunto motor. Problemas diversos podem ocorrer, sendo eles a curto e/ou longo prazo de uso: desgaste excessivo, superaquecimento, entupimento dos filtros e canaletas de lubrificação, formação de borras, envelhecimento prematuro do catalisador, níveis altos de emissões de poluentes, entre outros.

No manual do proprietário do veículo consta qual o lubrificante recomendado, bem como a quantidade correta.

Nível do Lubrificante
Além de utilizar o lubrificante recomendado no manual, é imprescindível manter o nível correto. Do contrário, poderão ocorrer sérios danos ao motor. Caso o nível esteja abaixo do recomendado, pode ocorrer falha na lubrificação, que pode resultar no travamento de peças móveis, como moentes e pistões, além de causar a sua deterioração precoce. Por outro lado, o excesso de lubrificante também pode provocar danos graves, pois pode provocar calço hidráulico, aumento da pressão do cárter e formação de espuma pelo contato do virabrequim imerso no óleo, que pode comprometer a captação pela bomba de óleo do motor.

Considerações Finais
Com a evolução tecnológica dos motores a combustão, o lubrificante passou a ser vital para a obtenção dos altos rendimentos alcançados atualmente.

Portanto, os óleos certificados pelas Volkswagen garantem o melhor funcionamento em diversas condições de uso, influências climáticas e tipos de combustível, como a gasolina comum e o etanol hidratado do mercado brasileiro.

As embalagens dos produtos possuem identificação própria da montadora, sendo de fácil visualização para os reparadores, eles são considerados ‘Peças Originais’, com o logotipo da Volkswagen.