Palhetas: saiba a hora de trocar e como escolher a peça certa

Os limpadores são itens importantes na segurança de quem está dentro e fora do veículo. A visão prejudicada pelo mau funcionamento da peça pode ocasionar acidente

Por: Redação

Volkswagen Gol 1.0 modelo 2010/2011

Para assegurar as condições mínimas de visibilidade e garantir a segurança dos condutores e passageiros em condições adversas como chuva e remoção da sujeira em qualquer condição de luminosidade externa, surgem as famosas palhetas.

O inverno é a estação do ano em que os limpadores de para-brisa, ou melhor, as palhetas, são testadas, trocadas e algumas vezes reprovadas. Nesta época, a frequência das chuvas e a neblina exigem a utilização reforçada da peça, enquanto no período do verão, o perigo é de ressecamento das borrachas. A troca da peça, que deve ser feita pelo menos uma vez por ano, tem de ser antecipada nesses casos. Saiba mais informações sobre a evolução tecnológica das palhetas e como trocar a peça de forma correta no mercado da reposição.

Avanços tecnológicos da peça
Em uma palheta, encontramos diferentes modelos conforme os segmentos da engenharia. A alta tecnologia, empregada nos materiais que produzem a borracha e nos revestimentos da mesma para aumentar a sua durabilidade e reduzir coeficientes de atrito, é um item muito importante no momento da fabricação. Também há reforço na pintura e materiais para resistência à corrosão, estudos de vibro-acústica, sem contar todos os equipamentos de produção envolvidos na manufatura dos componentes.

A palheta sozinha não é a única responsável por garantir a excelência no funcionamento de um sistema de limpador. Os braços, o mecanismo de acionamento, a superfície e forma do para-brisa, a estrutura da carroceria são partes importantes no desenvolvimento de um sistema de limpador. Muitas vezes a palheta recebe a responsabilidade de uma boa performance de todo este conjunto porque ela é o produto que ao fim é o mais notado pelo usuário final.

Uma palheta de qualidade ajuda a absorver deficiências que porventura possam vir de parte deste sistema complexo. Executar a função “limpar” cada vez mais eficiente e com maior durabilidade no uso é um grande desafio. Uma vez que a palheta é um item de desgaste, proporcionar um trabalho silencioso sobre o vidro é aumentar o tempo de necessidade de troca da mesma.

Atualmente existem várias tecnologias de materiais empregados, assim como o revestimento aplicado na lâmina de borracha. Isto depende muito de cada fabricante da palheta.No mercado, encontramos palhetas que não chegam a durar três meses, e outras que podem perdurar por até um ano de uso sem deterioração do material. Cuidados sempre geram bons resultados. Para isso, a Volkswagen dá as dicas de como prolongar a vida útil de suas palhetas:

1. Manutenção – Você precisa realizar uma boa revisão no para-brisa para alongar a duração da sua palheta. Não utilize produtos químicos para a limpeza da peça, pois muitos agridem a borracha e seu revestimento.

2. Preservação – Use sempre o detergente neutro, que é um produto eficiente para limpar sua peça. Ao lavar o vidro, é recomendável limpar as borrachas com um pano úmido para eliminar grãos de sujeira.

3. Troca – A troca das palhetas não demora mais do que cinco minutos e pode ser feita em qualquer oficina. Basta soltar a presilha no centro da haste do limpador e encaixar a peça nova e original.

4. Abastecimento – Muita pessoas esquecem de repor a água do reservatório do limpador e, ao acioná-lo, as palhetas trabalham na superfície seca (e suja). Por isso, encha sempre o recipiente, evitando líquidos que danificam a peça.

Análises de especialistas
A Valeo estudou o mercado brasileiro e suas características de clima, assim como particularidades características dos ambientes quentes. Após confirmações em testes de laboratórios e retorno de experiência do campo, foram escolhidos o composto de borracha e revestimento que mais se adaptaram às nossas características. Assim temos, hoje, uma palheta de baixo coeficiente de atrito, que a torna bem silenciosa e com uma durabilidade prolongada graças ao revestimento empregado.

A borracha é bem resistente e com a flexibilidade necessária para dar estabilidade durante o funcionamento, evitando trepidações e vibrações e a resistência mecânica adequada para suportar impactos constantes em resíduos sólidos incrustados no para-brisa. Uma curiosidade, por exemplo, com relação à resistência mecânica da borracha é o fato de existirem no campo muitos insetos que se chocam contra o para-brisa, deixando um líquido que acaba se secando e grudando na superfície, ou ao estacionar debaixo de árvores, sujeira de pássaros ou a seiva da árvore caem e também acabam grudando. Cada vez que a borracha da palheta passa por cima da sujeira grudada no para-brisa acontece um choque mecânico imenso com o lábio do material e se isso for feito por muitas vezes, acaba gerando microtrincas e danificando de forma permanente a borracha. O efeito disso na prática é que mesmo ao retirar a sujeira incrustada do vidro, teremos filetes de água que não saem mais durante o funcionamento da palheta.

Para as palhetas do tipo Flat blade, das mais modernas, curvadas, a Valeo possui softwares de simulação para calcular a curvatura da palheta. Isto é fundamental para que este tipo de palheta trabalhe corretamente, sem vibrar e limpando corretamente, e mais, manter esta condição com o passar dos meses, quando a borracha vai se desgastando pelo uso. Muitas horas de engenharia são usadas para todos estes cálculos e testes. Mas isto não é feito por todos os fabricantes. Poucos possuem estes recursos tecnológicos. Muitos fazem um produto aproximado, que funciona razoavelmente no começo, quando tudo é novo ainda.

Lâmina convencional com revestimento

Palhetas originais e paralelas
No visual não se percebe muito, mas existe muita diferença. Os compostos de borracha usados nos produtos paralelos são de materiais inferiores, sem revestimentos, a pintura não é a mesma, os aços de baixa qualidade para os componentes metálicos e componentes plásticos provém de reciclados, sem controle nenhum. Nas do tipo flat blades, é desenvolvido um projeto genérico para todos os carros. As curvaturas são genéricas, uma média que serve para vários carros, e que não são otimizadas em função da curvatura do para-brisa. O resultado da aquisição de um produto mais barato no mercado, é que o mesmo não irá durar muito tempo. Existem muitos casos em que o consumidor compra um produto paralelo e na primeira necessidade de uso o mesmo não funciona como deveria, sendo necessário trocar novamente. Há situações, ainda, em que a conexão da palheta se solta durante o uso. Imagine você numa estrada com sua família, num dia chuvoso e de repente não consegue mais limpar o para-brisa com o carro em movimento. Um perigo imenso! Quando se adquire uma palheta original, você está garantindo a mesma qualidade daquela peça que saiu de fábrica com o seu carro zero, sendo este um produto confiável e seguro. O custo-benefício também compensa. Na compra da peça paralela, você tem a falsa impressão que economizou, além de estar assumindo um risco de segurança que muitos nem percebem.

Lâmina flat blade com revestimento

Existem muitos pontos de venda, distribuidores, além das próprias concessionárias, que oferecem o produto original. A Volkswagen recomenda evitar produtos genéricos e desconhecidas, pois são produtos ainda de qualidade inferior. Também não se deve adquirir essas peças nas redes de supermercados.

Normalmente não se tem um critério técnico na escolha deste tipo de produto para a revenda. Contudo, para ter um produto aprovado com a qualidade requerida pela Volkswagen, as palhetas passam por testes rigorosos.

Como já comentado anteriormente, as peças foram desenvolvidas para respeitar as exigências de cada carro, utilizando sempre as originais e da marca Volkswagen você está assegurando a qualidade e a segurança do seu produto.

Todo o conteúdo deste material foi cedido pela fornecedora da Volkswagen Valeo Automotive Systems