Conceito de qualidade desenvolvido na oficina é baseado no ciclo “PDCA”

Melhoria contínua na gestão das atividades desenvolvidas na mecânica Nipo Brasileiro evita problemas e agrega qualidade nos serviços prestados. Nesta matéria, você irá conhecer uma filosofia adotada por reparadores que representou a mudança de sua oficina

Por: Redação

João de Oliveira Neves (esquerda) e seu filho Eduardo Neves (direita) acompanham sua equipe na oficina Nipo Brasileiro

Inaugurada em 1982, a oficina Nipo Brasileiro, localizada na Vila Sônia, região do Morumbi em São Paulo, é o resultado de muito esforço, dedicação e paixão do reparador e empresário João de Oliveira Neves, que iniciou sua carreira no Estado do Paraná.

João relata que no começo se sentia incomodado com a gestão de sua oficina e buscava alguma alternativa para se destacar no mercado da reparação automotiva, e diante deste impasse, Eduardo Neves (filho de João Neves), apresentou uma filosofia de trabalho que agregaria valores aos processos internos e externos do estabelecimento. Surgiu então a ideia de adotar um sistema de controle da qualidade, hoje conhecido como PDCA (Plan, Do, Check, Act) em português – Planejar, Executar, Checar e Agir.

O reparador explica que o princípio PDCA revelou a preocupação com a organização de cadastros dos clientes, a limpeza da oficina, o uniforme padronizado para os funcionários, a adoção de uma logomarca, os treinamentos e principalmente a informatização dos sistemas. “Decidimos implementar um programa de gerenciamento de oficinas (interligado com sistema financeiro e estoque), que controlasse toda a informação do veículo e proprietário”, lembra.

A utilização e adaptação do PDCA
Assumindo a gestão dos negócios do pai, Eduardo Neves, que também é formado no curso superior de Tecnologia em Eletrotécnica, relata que tudo começou com um planejamento do que seria realizado nos veículos. Segundo Eduardo, a primeira etapa é realizada através de um pré-diagnóstico, no qual são identifica­dos os principais com­­ponentes com pro­­­­­ble­­mas. Depois, o proprietário do carro passa por uma entrevista para completar a avaliação, seguindo com o próximo passo que consiste em arquivar todas as informações e disponibilizar as mesmas a equipe de profissionais da oficina.

“Desenvolvemos a reparação apontando as possíveis causas e peças que devem ser trocas aos nossos funcionários. Durante a realização dos serviços, controlamos e oferecemos todo o suporte para a manutenção correta. Qualquer peça que o reparador necessite pode ser solicitada através do nosso departamento de logística, onde um estoquista fica incumbido de fornecer a peça certa – sempre original – para a manutenção. Após o serviço concluído, realizamos o último “check-up” para verificar se nada deixou de ser feito. Nunca entregamos o carro ao cliente sem esta análise. Para finalizar, perguntamos ao reparador que realizou o serviço sobre as dificuldades encontradas na solução das tarefas e ainda após uma semana é realizado um feedback com o cliente para saber se o mesmo ficou satisfeito”, completa Eduardo.

O técnico reforça ainda que consegue documentar desde a placa do veículo e histórico de reparos até a data de vencimento da carteira de habilitação do condutor do carro. Eduardo expõe que o controle de qualidade não se limita apenas a reparação automotiva, mas também pode ser aplicado a todos os departamentos da empresa.

Formação e qualificação profissional
Na Nipo Brasileiro a maioria dos reparadores são formados pela própria oficina. “Mesmo aqueles que já possuem alguma qualificação técnica, precisamos treiná-los para garantir a eficiência e qualidade dos serviços. Os cursos são oferecidos de diversas maneiras, como por exemplo o Treinamento sobre Injeção Eletrônica do Volkswagen Golf, que agregou grande conhecimento técnico à nossa equipe. Também participamos de palestras presenciais no Senai e Sindirepa-SP”, completa Eduardo.

Curiosidade
O nome da oficina homenageia a ascendência da esposa. “O primo da minha esposa e também meu antigo sócio era japonês, minha esposa Helena Okano de Oliveira é japonesa, assim sendo resolvi adotar o nome Nipo Brasileiro”, comenta João Neves, o proprietário da Oficina.

Hoje, aos 59 anos, João reforça que a oficina possui nove elevadores para carros e estacionamento para 25 veículos e 12 boxes de reparação.