Osciloscópio pode ajudar mais do que você imagina!

Equipamento pouco presente nas oficinas, o osciloscópio auxilia no diagnóstico de sondas lambdas, ignição e motor

Por: Redação

“Osciloscópio atende quase 80% da demanda da oficina”, diz Cotes

Uma ferramenta que tem sido deixada de lado, o osciloscópio parece ainda não ter “caído nas graças” dos reparadores. Mas apesar do advento de equipamentos modernos e avançados, engana-se quem o dispensa por achar que é um acessório obsoleto, pois ele desempenha funções importantes que auxiliam e aperfeiçoam a manutenção veicular, principalmente naqueles casos em que o reparador tem dificuldade de identificar se o defeito é eletrônico ou mecânico, evitando o “troca-troca” de peças.

Por ser um equipamento que faz a análise de sinais elétricos, o osciloscópio permite a geração de dados gráficos dos sensores e unidades de controle eletrônico do veículo. Além disso, ele também pode fazer a verificação da tensão e do comportamento desta. Essa “leitura” é representada graficamente pela função XY, onde X é a tensão, representada pelo traço vertical, e Y determina o tempo, representado pelo traço horizontal.

À primeira vista pode parecer uma ferramenta complicada, mas o interesse pelo osciloscópio está aumentando neste novo cenário da reparação automotiva. Em sites e fóruns de discussão, como no site fórum do Jornal Oficina Brasil, entre as postagens mais populares estão dicas e dúvidas envolvendo este equipamento.

Modelos
O osciloscópio pode ser de três tipos: analógico, digital e baseado em PC. Segundo Sérgio Cotes Eufrásio, técnico em eletrônica e monitor no SENAI Ipiranga, o equipamento analógico atende perfeitamente a necessidade das oficinas menores. “Temos no mercado osciloscópios de dois até quatro canais. Mas o que indico para uma oficina média ou pequena é um analógico simples, de dois canais e 20 mega-hertz, pois atende a quase 80% das demandas da oficina”.

Um osciloscópio digital tem maior precisão na detecção de pequenas falhas e possui memória para gravar suas análises, enquanto o osciloscópio analógico permite o alcance ao resultado de forma mais rápida, dispensando o tempo gasto entre o envio e recepção de sinal.

Equipamento pode ajudar em diversos diagnósticos

Unindo os dois últimos modelos, o osciloscópio baseado em computador, cujas características são um conversor analógico-digital externo que se conecta a um computador pessoal e que possibilita a visualização do display, interface de controle e armazenamento em disco, vem despontando. Um osciloscópio baseado em um “personal computer”, o PC, pode ser uma saída mais barata para seu uso comum, porém, esse tipo de uso está limitado à instalação do software e à sua inferioridade em relação ao equipamento normal.

O diferencial do osciloscópio em relação a multímetros e scanners é que a velocidade com que se chega a um resultado pode ser quase 100 vezes mais rápido que os multímetros e mil vezes mais que os scanners. “Uma das principais diferenças que podemos citar é com relação à resposta em hertz e a geração dos gráficos, que pode ser por meio do computador, de tubo de raios catódicos, ou telas mais modernas”, explica Sérgio Cotes.

Segundo o instrutor do SENAI a gama de procedimentos que pode-se fazer a partir do uso dessa ferramenta é ampla. “Há um pouco de receio ainda com relação à importância de um osciloscópio na oficina. Com o sensor de rotação é possível fazer análises de motor, sonda lambda, secundário de ignição com cabo de vela, entre outros”.