Capítulo 2: Conheça o funcionamento e componentes pertencentes ao sistema de segurança passiva de um veículo

Por: Redação

Os airbags são definidos como equipamentos suplementares de retenção que objetiva amenizar o contato de uma ou mais partes do corpo do ocupante com o interior do veículo, composto por um conjunto de sensores colocados em lugares estratégicos da estrutura do veículo, central de controle eletrônica e dispositivo gerador de gás propulsor para inflar a bolsa de tecido resistente. Uma visão geral desse sistema pode ser encontrada ao lado:

Todo sistema de gerenciamento eletrônico necessita de três etapas essenciais no seu processo para um bom funcionamento. A primeira é colher informações do meio, função esta, realizada pelos sensores. Seguido posteriormente pelo processamento dessas informações, executado pela unidade de controle eletrônica. Finalmente, após análise das informações, os atuadores identificados como necessários são comandados, no caso dos airbags são insuflados.

Portanto, para que uma bolsa de airbag seja insuflada, é necessário primeiramente que os sensores detectem uma colisão. Os sinais destes sensores são enviados à unidade de controle eletrônica do airbag que, por sua vez analisa estes sinais e os comparam com os sensores existentes dentro da própria unidade. Caso haja uma plausibilidade entre os dois sinais, a unidade de controle do air bag envia um sinal de comando para o respectivo detonador iniciar o processo de insuflação das bolsas de airbag.

Como se inflam as bolsas de airbag? – Através de um sinal provido da unidade de controle do airbag o detonador é disparado eletricamente, aumentando o calor dentro da bolsa. Nesse momento a carga detonante sólida, geralmente composta de azida de sódio (NaN3), nitrato de potássio (KNO3) e dióxido de silício (SiO2), inicia a reação de oxirredução, liberando grande quantidade de gás nitrogênio (N2) em um período muito curto de tempo, fazendo as bolsas de airbag se insuflarem em uma velocidade altíssima de aproximadamente 50ms (metade do tempo gasto para piscar os olhos), ou menos, após passarem por um filtro metálico cuja função é de filtrar materiais particulados provenientes da combustão da carga detonante sólida e refrigerar o gás nitrogênio que insufla a bolsa.

As bolsas de airbags geralmente são fabricadas de nylon e polímeros, sendo que o detonador desta bolsa, quando localizado do lado do motorista, pode ser chamado de “tipo vaso”, devido à sua forma

 

Os fatores mais importantes a serem considerados para a definição do acionamento dos airbags são: o tipo de acidente, o ângulo de incidência do impacto, a severidade da colisão, as dimensões e rigidez do objeto impactado. Desta forma, o acionamento dos airbags em um acidente será definido e efetuado pela “unidade de comando do airbag”, através da análise da desaceleração resultante da colisão, que depende essencialmente das condições do acidente e também das características específicas de segurança do veículo. Isso significa que mesmo considerando perda total no veículo para efeitos de reparação o airbag pode não ser deflagrado.

Para que o air bag desempenhe a máxima proteção do motorista é necessário que o mesmo ajuste adequadamente o encosto de cabeça de forma que ele apoie totalmente a cabeça do motorista e ainda que ele mantenha uma distância mínima de 25 cm do volante

Para que o ocupante afetado desfrute da máxima proteção, é importante que o mesmo esteja utilizando o cinto de segurança e concomitante a isso o airbag deve estar completamente cheio antes que o ocupante tenha contato com ele. No choque do tórax com o airbag, este se esvazia parcialmente fazendo com que a pessoa a ser protegida absorva “suavemente” a energia do impacto, em níveis de pressão superficial e desaceleração que não sejam críticos a ponto de provocar lesões. Deste modo, ferimentos na cabeça e no tórax são nitidamente reduzidos ou mesmo evitados.

Vale lembrar também que, para que o airbag do motorista exerça sua função máxima de proteção, é importante que a distância entre o tórax do ocupante e o volante seja de no mínimo 25cm e que o encosto de cabeça esteja ajustado conforme demonstra a ilustração a seguir. Caso contrário, os efeitos de proteção não serão alcançados, podendo inclusive causar lesões graves no ocupante. Se a necessidade de dirigir com uma distância inferior a mencionada for identificada, deve-se contatar um posto de reparo oficial e solicitar a desativação do airbag.

Já para o airbag do passageiro dianteiro desempenhar a proteção máxima do ocupante, além dos ajustes de apoio de cabeça e cinto de segurança é recomendável que o banco seja afastado de tal forma que o ocupante mantenha a maior distância possível do painel de instrumentos. Além disso, para o airbag do passageiro entrar em funcionamento em alguns veículos, existe ainda uma chave de ativação e desativação deste dispositivo, neste caso esta chave precisa estar na posição de ativação.

Esta chave foi desenvolvida principalmente para países onde a legislação permite que cadeiras de bebês (bebê conforto) sejam instaladas no banco do passageiro dianteiro, pois, caso isto ocorra, é necessário que o airbag do lado do passageiro não seja ativado no momento de uma colisão. Caso o airbag do passageiro dianteiro se ative nesta condição, as possibilidades de sufocamento ou lesões graves na criança seriam muito grandes. Portanto, somente quando um bebê conforto for instalado no banco dianteiro do passageiro, a chave de desativação do airbag do passageiro deve estar na posição “off”.