A Volkswagen dá a dica para sua oficina

Nesta seção a Volkswagen responde às dúvidas dos reparadores e ajuda na hora de resolver os problemas de reparação

Por: Redação

Jeferson Peluso de Araújo: Como funciona o sistema de partida a frio? Existe temperatura certa para a partida ser dada utilizando a gasolina do partida a frio?
Volkswagen: A estratégia do sistema auxiliar de partida a frio com gasolina foi uma solução encontrada para melhorar a eficiência da partida a frio dos motores equipados com a tecnologia Total Flex. Basicamente duas condições devem ser atingidas para que esse sistema seja acionado pela unidade de comando do motor (ECU): teor de etanol maior que 70% e a temperatura do líquido de arrefecimento do motor muito baixa. A ECU monitora essas duas condições através do sensor de temperatura do líquido de arrefecimento e do sensor de oxigênio (sonda lambda), onde monitorando a queima da mistura A/C (ar/combustível) determina a porcentagem de etanol utilizado na queima. Assim, quando for identificada a necessidade de ativação do sistema auxiliar de partida a frio com gasolina, a ECU comandará a bomba elétrica de combustível para partida a frio (geralmente através de um relé) localizada no reservatório de partida a frio e uma válvula eletromagnética de três vias ou em alguns sistemas eletroválvulas individuais para cada cilindro. Dessa forma é possível conseguir uma partida rápida do motor independente da temperatura em que ele se encontra. Contudo, não há uma temperatura exata generalizada para todos os sistemas de partida a frio. Cada sistema, dependendo das características do motor, são programados com estratégia de temperatura diferente do líquido de arrefecimento para acionar a partida a frio. Geralmente esta temperatura está entre 17°C e 14°C, apesar de alguns motores mais antigos acionar esta estratégia com temperaturas inferior a 30°C.

Alderivan Rodrigues da Costa: Gostaria de saber o que foi que melhorou no novo motor do Gol, o Motortec.
Volkswagen: O motor Total Flex 1.0 TEC da Volkswagen trouxe com ele as seguintes alterações: transformadores individuais de ignição tipo “pencil coil” direto nas velas de ignição; blow by com pressão negativa e válvula PCV na saída do bloco do motor (para controlar a quantidade do fluxo dos gases que saem do cárter); cabeçote com entrada para aeração do cárter do motor; taxa de compressão menor (comparado com o motor CNEA) 12,7:1; comando de válvulas com novo diagrama; coletor de admissão sem ressonador; e sistema de partida a frio controlado por válvula eletromagnética e distribuição homogênea nos cilindros por meio de mini galeria com injetores. Todas essas tecnologias incorporadas nesse novo motor proporcionaram: maior economia de combustível, menor emissão de poluente e maior durabilidade. Daí surgiu o nome TEC – Tecnologia em Economia de Combustível.

Paulo Sergio Martins: Estou com uma Amarok com o ventilador no segundo estágio ligado direto. Gostaria de saber se alguém já recebeu alguma Amarok com o mesmo problema.
Volkswagen: O eletro ventilador do motor da Amarok pode ser ativado pela unidade de comando do motor em algumas condições: caso haja um aquecimento no líquido de arrefecimento do motor, caso haja uma pressão demasiada do gás refrigerante do ar condicionado ou ainda se a Amarok for automática, se o óleo lubrificante da mesma alcançar uma temperatura muito alta este eletro ventilador também é acionado. Porém, o eletro ventilador também pode ser acionado na segunda velocidade caso aconteça alguma avaria nos sensores de temperatura do líquido de arrefecimento ou no sensor de alta pressão do gás refrigerante do sistema de ar condicionado. Isso ocorre por uma estratégia de emergência da unidade de comando do motor, protegendo o motor contra sobreaquecimento ou o sistema de ar condicionado contra sobrepressões (acima de 38 bar). Uma avaria na mecatrônica (Unidade de Controle da Transmissão Automática) também pode ocasionar o acionamento do eletro ventilador na segunda velocidade, porém este evento não é comum ocorrer.

Nivaldo Carlos da Silva: Olá, estou com um problema aqui no Gol 2005. Eu passo aparelho neles e nunca dá nada. Eu faço o “remapeamento” do combustível dele e ele pega. Já aconteceu isso com uns 5 Gol ano 05 e 06. Se puderem me ajudar…
Volkswagen: Os motores deste modelo de Gol 2005 estão equipados com a tecnologia Total Flex. Essa tecnologia permite que esses motores utilizem tanto gasolina quanto etanol para proverem energia de trabalho para o perfeito funcionamento dos mesmos. Isso se deve a um sistema de gerenciamento eletrônico extremamente inteligente que monitora o resultado da queima da mistura A/C (ar/combustível), e com esta informação consegue saber se o combustível que está sendo utilizado é gasolina ou etanol e ajusta os parâmetros de trabalho (principalmente tempo de injeção de combustível) de acordo com o combustível que está sendo utilizado. Porém, essa análise demanda certo tempo, que para os modelos de 2005 estava entre 6 e 10Km rodados a partir do momento do abastecimento. Ou seja, quando o condutor abastece o veículo com um combustível diferente daquele que estava anteriormente é necessário que ele percorra com o veículo aproximadamente entre 6 e 10 Km para que a unidade de comando do motor aprenda e se adapte ao novo combustível abastecido. Caso isso não seja feito, muito provavelmente esse veículo terá uma dificuldade na próxima partida, sendo esse sintoma solucionado toda vez que é feito o remapeamento do combustível. Verdade, esse remapeamento do combustível é uma apresentação para a unidade de comando do motor do combustível que está sendo utilizado. Para que dessa forma, ela faça a correta dosagem de combustível para ser injetado dentro dos cilindros. É importante que os clientes sejam orientados sobre a importância de, cada vez que trocarem de combustível, percorram entre 6 a 10km com o carro para que a unidade de controle do motor reconhessa e se adapte ao novo combustível em uso.