Capítulo 3: Geração dos códigos de falhas DTC

Por: Redação

Para que o sistema de diagnose interprete a necessidade da geração de um código de falhas, a informação deve estar pertinente por até dez (10) ciclos de motor e, de acordo com a classe da falha, acender a lâmpada MIL.

Para que o sistema de diagnose interprete que a falha foi sanada, é necessário que a mesma não esteja presente por no mínimo quarenta (40) ciclos de motor. Este fato ocorrendo sequencialmente faz com que a falha DTC seja apagada. Para apagar a lâmpada MIL são necessários apenas três (3) ciclos de motor. É importante saber que um (1) ciclo de motor equivale a ligar o motor, aquecer o motor e percorrer uma distância pré-determinada com a verificação de todos os circuitos monitores de avarias ativos.

A falha P0304 significa falha de ignição do quarto cilindro detectada pelo scanner dos graduandos.  Sendo: P = Motor 0 = Norma ISO ou SAE 3 = Sistema de ignição 04= Cilindro que está com falha de ignição

A falha P0304 significa falha de ignição do quarto cilindro detectada pelo scanner dos graduandos.
Sendo:
P = Motor
0 = Norma ISO ou SAE
3 = Sistema de ignição
04= Cilindro que está com falha de ignição

Como já explicamos no capítulo anterior, a estratégia usada pelo sistema OBD II para detectar e diagnosticar falhas consiste na execução de testes no circuito dos componentes do sistema de gerenciamento monitorando as seguintes falhas: ausência do sinal; curto circuito ao positivo; curto circuito ao negativo; circuito aberto e plausibilidade do sinal. Se uma falha é detectada por quaisquer destes testes, o código de defeito é copiado do banco de dados que monitora o componente ou sistema com funcionamento irregular e armazenado num outro banco de dados conhecido como memória de avarias.

Para entender esta estratégia de diagnóstico é importante entender os conceitos de sensores ativos e passivos. Chamamos de sensores ativos aqueles que funcionam independentes de uma alimentação elétrica, realizada pela unidade de comando ou o fornecimento de uma tensão de referência. O sensor de detonação é um exemplo de sensor ativo. Neste caso, trata-se de um sensor piezoelétrico que transforma as vibrações mecânicas do bloco do motor, quando submetido às elevadas pressões devido às detonações em sinais elétricos para a unidade de comando.

Sensor de detonação e sonda lambda são exemplos de sensores ativos

Sensor de detonação e sonda lambda são exemplos de sensores ativos

Um sensor passivo é aquele que depende de uma tensão elétrica de referência fornecida pela unidade de comando para que esta monitore uma queda de tensão, ou um sinal previsível derivado desta ação. Sensores de temperatura do ar, do motor, potenciômetros de posição, entre outros, são classificados como sensores passivos.

Sensor NTC da temperatura do motor (Negative Thermo-Coeficient – Coeficiente negativo de temperatura)

Sensor NTC da temperatura do motor (Negative Thermo-Coeficient – Coeficiente negativo de temperatura)

Com a variação da resistência elétrica ocorrida em função da temperatura, ocorrerá uma queda de tensão. A estes valores de tensão é atribuída a temperatura do ar de admissão para determinar a densidade. 

Vamos conhecer os tipos de avarias que o sistema monitora:

Ausência do sinal – Este tipo de avaria ocorre quando a unidade de gerenciamento não recebe a informação do sensor. Nos sensores passivos a unidade de comando é o fornecedor da alimentação elétrica necessária ou de referência. Para caracterizar uma falha de ausência do sinal, a unidade de comando deve fornecer a alimentação elétrica ou tensão de referência e o sensor não envia sinal para a unidade de comando processar.

Nestes casos as principais causas deste tipo de falha são problemas de conexões elétricas ou por problemas diretamente ligados ao sensor.

As principais causas desta falha são problemas de conexões elétricas ou problemas diretos com o sensor

As principais causas desta falha são problemas de conexões elétricas ou problemas diretos com o sensor

Curto circuito ao positivo - Chamamos de curto ao positivo quando a alimentação do positivo do sensor, por falha direta no componente ou por falha no isolamento do chicote, liga uma linha estranha de positivo neste fio impedindo assim que o sinal do sensor chegue até a unidade de comando ou que a tensão de referência fornecida pela unidade de comando não atue no sensor eliminando a referência.

Uma linha de positivo estranha ao circuito interfere na tensão de referência fornecida pela unidade de comando

Uma linha de positivo estranha ao circuito interfere na tensão de referência fornecida pela unidade de comando

Curto circuito a massa - Chamamos de curto ao negativo quando a alimentação de negativo do sensor, por falha direta no componente ou por falha no isolamento do chicote, liga uma linha estranha de negativo no fio impedindo assim, que o sinal do sensor chegue até a unidade de comando ou que a referência fornecida pela unidade de comando não atue no sensor eliminando a referência.

Uma linha de negativo estranho ao circuito interfere na tensão de referência fornecida pela unidade de comando

Uma linha de negativo estranho ao circuito interfere na tensão de referência fornecida pela unidade de comando

Plausibilidade de sinal – Definimos como plausível aquilo que é aceitável, razoável, tolerável ou dentro do previsto. Portanto, quando o sinal perde coerência com o funcionamento do veículo dizemos que o sinal perdeu plausibilidade. Por exemplo: não é razoável que depois de 20 minutos de funcionamento do motor a temperatura de funcionamento esteja fixa em 60ºC.

Um sinal de temperatura do ar de admissão de -32ºC não é plausível em nossas condições ambientais. Isto ocorre normalmente quando os sensores analógicos não apresentam curvas características de trabalho

Um sinal de temperatura do ar de admissão de -32ºC não é plausível em nossas condições ambientais.
Isto ocorre normalmente quando os sensores analógicos não apresentam curvas características de trabalho