Capítulo 1: Funcionamento e diagnostico nos sensores de rotação pela análise de oscilogramas

Por: Redação
Distribuidor de ignição com sensor Hall foi muito utilizado como referência de rotação e da posição da árvore de manivelas

Distribuidor de ignição com sensor Hall foi muito utilizado como referência de rotação e da posição da árvore de manivelas

O motor de combustão interna é uma máquina em que diversos processos ocorrem ciclicamente, com temporizações e posições precisas, tudo tendo como principal referência a árvore de manivelas. A posição linear do êmbolo no interior dos cilindros é dada pela posição angular da árvore de manivelas. A relação deslocamento angular da árvore de manivelas x deslocamento linear do êmbolo, define os precisos momentos de início de abertura das válvulas de admissão e escape. O processo de formação da mistura e o de ignição que atendem estas posições e temporizações resultam no máximo rendimento do projeto em potência, economia e emissões.

O sensor de rotação é o componente que determina, além da rotação do motor, a posição angular da árvore de manivelas para que todos os processos ocorram de forma sincronizada e continuadamente independente do regime de carga e rotação. Os sensores de rotação mais utilizados nos motores de combustão interna são os de relutância magnética e o de efeito Hall sendo, este último na linha Volkswagen, utilizado desde os motores que eram equipados com distribuidor de ignição também como fonte da informação de rotação e da posição angular da árvore de manivelas.

Estando a janela do rotor expondo o sensor Hall ao campo magnético, um sinal elétrico negativo é gerado. Quando o rotor metálico desvia o campo magnético do sensor, o sinal negativo deixa de existir

Estando a janela do rotor expondo o sensor Hall ao campo magnético, um sinal elétrico negativo é gerado. Quando o rotor metálico desvia o campo magnético do sensor, o sinal negativo deixa de existir

 

Distribuidor com sensor Hall

Os distribuidores com sensor de efeito Hall são equipados com um imã permanente, um rotor metálico com janelas que correspondem ao número de cilindros do motor e do gerador de sinais do tipo Hall. Este sensor, por necessitar de alimentação (normalmente de 12 V), viabiliza a introdução de circuitos de tratamento dos sinais já fazendo um condicionamento prévio do sinal digital para a unidade de comando.

Seu funcionamento parte da emissão de sinais negativos que geram internamente na unidade uma tensão de 12 V. Quando o rotor metálico está com a janela entre o imã permanente e o sensor, o campo magnético do imã envolve o sensor e produz um sinal negativo que gera na unidade uma diferença de potencial de 12 V. Quando há a cobertura do sensor pelo rotor metálico, o campo magnético deixa de envolver o sensor e, nesta condição, a diferença de potencial passa a ser de 0 V. Usando uma ponta de provas (também conhecida como ponta de polaridade), o sinal negativo reproduz exatamente cada exposição do campo magnético ao sensor.