A importância de ser sustentável

Tão importante quanto produzir, é fazer da maneira certa, sem agredir o meio ambiente e cumprir o que foi proposto

Por: Redação
Moradores do bairro onde fica a PCH Anhanguera trabalham no plantio do viveiro que fica na área da hidrelétrica

Moradores do bairro onde fica a PCH Anhanguera trabalham no plantio do viveiro que fica na área da hidrelétrica

Nunca se falou tanto em política ambiental quanto nos últimos anos. O discurso das empresas que em sua maioria aborda produtividade, redução de custos e vendas, agora também fala do assunto e ressalta a importância para cumprir suas próprias metas.

Política ambiental é a administração de forma sustentável, e sua importância aumenta quando percebemos que sua gestão é fator determinante no desenvolvimento responsável da empresa e da sociedade ao seu redor. Ao adquirir esta consciência, a empresa se reúne e estabelece normas, programas e procedimentos para conduzir suas atividades de modo ambientalmente seguro.

A Volkswagen, que chegou ao Brasil em 1953 e se instalou no bairro do Ipiranga antes de ir para São Bernardo do Campo, foi uma das primeiras empresas automotivas a criar sua política ambiental. A montadora alemã assumiu o compromisso de encontrar meios para desenvolver, produzir e comercializar automóveis sem causar danos ao meio ambiente, reduzindo a utilização dos recursos naturais e energia. O processo de fabricação também recebeu atenção, principalmente no uso e descarte de água, manipulação de materiais químicos, emissão de gases na atmosfera e o destino de resíduos.

Ao definir seu código de política ambiental, a VW estabeleceu sete princípios. Em primeiro lugar a empresa colocou a atitude de prevenir a poluição durante suas atividades e sempre que possível colaborar para solucionar os problemas ambientais regionais e nacionais.

O segundo princípio é atender a legislação e as demais normas ambientais vigentes, produzir componentes com alta qualidade e que atendam às solicitações dos clientes da marca, desde o desenvolvimento até a entrega do veículo ou motor. No terceiro posto, a montadora alemã entende que é necessário pesquisar e desenvolver produtos realmente eficazes na proteção ambiental, que vai ajudar a prolongar a competitividade e futuro da empresa.

Melhorar continuamente atividades, produtos e serviços, trabalhando em conjunto com fornecedores e prestadores de serviço, baseado no sistema de gestão ambiental é o quarto princípio da VW. A quinta colocação é o compromisso de cumprir a legislação e demais normas ambientais aplicáveis a todas as atividades de produção da Volks.

No sexto lugar a Volkswagen considera essencial a comunicação aberta e clara com os clientes, distribuidores e com a opinião pública, além de colaborar com órgãos governamentais. O sétimo e último princípio que integra a política ambiental da empresa, é a formação e qualificação de todos os colaboradores da montadora, para exercerem suas atividades de maneira sustentável sempre privilegiando a proteção ambiental.

Com a sociedade, governo e ong’s fiscalizando as indústrias, a política ambiental se torna cada vez mais indispensável. As práticas descritas nos códigos de conduta criados pelas empresas são louváveis, porém, mais importante que ter uma política ambiental, é colocar em prática o discurso de sustentabilidade. E nas ações da Volkswagen, percebemos que a filosofia da empresa é essa, agir e integrar o meio em que está inserida na preservação do meio ambiente, no desenvolvimento da sociedade e na responsabilidade social de seus produtos.

Na Prática

Área reflorestada ao redor da central hidreletrica

Exemplo disso é o mês de março de 2010, quando a Volkswagen inaugurou uma central hidrelétrica própria. O sistema está instalado no rio Sapucaí, afluente do rio Grande, que corta as cidades de Guará e São Joaquim da Barra, na região norte do estado de São Paulo. Com a construção da usina, a VW, que já utilizava 86% de energia renovável, aumentou o índice para 93,55%.

Também conhecida como Celan (Central Hidrelétrica Anhanguera S.A.), a usina é uma iniciativa da Volkswagen em parceria com a Seband e a Pleuston. As três turbinas instaladas têm potência de 22,68 MW, e geram aproximadamente 120 milhões de KWh/ano. A PCH Anhanguera tem capacidade para fornecer energia elétrica para uma cidade com 50 mil habitantes.

Há poucos meses, a PCH Anhanguera recebeu o certificado de emissões reduzidas, também conhecido como Créditos de Carbono, aprovado pela ONU (Organização das Nações Unidas), assegurando que a hidrelétrica contribui sensivelmente com a redução da emissão de gases que causam o efeito estufa. O documento atesta que a hidrelétrica da Volkswagen é uma iniciativa sustentável de geração de energia, e garante mais de 162 mil toneladas de créditos de carbono para os próximos 10 anos.

A Volkswagen pode negociar os créditos no mercado internacional vendendo-os para outras companhias, ou utilizá-los para neutralizar as cotas de CO2 no Brasil ou em outras fábricas do grupo.

Todas as precauções foram tomadas para minimizar os impactos sociais e ambientais, antes mesmo que as obras da PCH Anhanguera se iniciassem. Uma das ações foi a construção de um viveiro de 720 m² na área da hidrelétrica, com capacidade para produzir até 300 mil mudas de árvores, destinadas ao plantio em locais de preservação permanente.

Em toda extensão do reservatório da PCH Anhanguera, mais de 120 hectares de mata ciliar foram reflorestados. A qualidade da água é outra preocupação constante e é monitorada frequentemente. Para que o rio Sapucaí não se tornasse improdutivo, foi acoplado à barragem da hidrelétrica um sistema chamado de “Escada de Peixes”, que permite que as espécies subam o rio na época da desova, também conhecida como Piracema. Aproximadamente 126 espécies foram catalogadas e cerca de 500 mil árvores foram plantadas para proteger e sombrear o lago.

PCH Anhanguera em pleno funcionamento

PCH Anhanguera em pleno funcionamento

As espécies de animais encontradas no entorno pertencente à PCH Anhanguera, passam por exames e ficam em quarentena num espaço criado e chamado de Centro de Triagem de Animais Silvestres. O Programa de Conservação e Monitoramento da Fauna de Vertebrados Terrestres, protege e controla o ecossistema da região.

Uma bromélia em risco de extinção, da espécie Aechmea Setigera, foi encontrada durante a catalogação de espécies vegetais. A última vez que registraram uma planta dessa espécie, a Volkswagen ainda não existia, em 1936. Na Pequena Central Hidrelétrica ela foi resgatada e preservada junto com outras espécies.

Política ambiental também abrange responsabilidade social. Durante a construção da PCH Anhanguera os canteiros de obras se transformaram em salas de aula. Cerca de 500 empregos diretos e 5.000 indiretos foram gerados no período da construção, dando prioridade a mão de obra regional, aumentando a renda na comunidade.

Entre 2005 e 2011, a Fundação Volkswagen beneficiou 77 instituições, 18.487 estudantes e 236 educadores das cidades de Guará e São Joaquim da Barra, locais que atende há mais de 30 anos desenvolvendo os projetos de Educação Brincar, Entre na Roda e Estudar pra Valer!.

Outra Hidrelétrica

A Volkswagen está decidida a cumprir o que definiu em sua política ambiental e a produzir com sustentabilidade. Batizada de Monjolinho, a montadora alemã prepara a construção da segunda PCH (Pequena Central Hidrelétrica), também em parceria com a Seband e a Pleuston. A segunda usina da Volkswagen também será instalada no rio Sapucaí, mas entre as cidades de Ituverava e Ipuã. O valor anunciado da obra é de 160 milhões de reais, o que soma somente em hidrelétricas e apenas no Brasil, o investimento de 300 milhões de reais.

O cronograma das obras tem início previsto ainda neste ano e a inauguração em 2014. A segunda usina da Volkswagen no Brasil ficará a 25 quilômetros do local onde está a hidrelétrica Anhanguera, e terá três turbinas e capacidade instalada de 25,5 MW. A estimativa é gerar 700 empregos diretos e 5.000 indiretos, além de contar com projetos sociais e ambientais semelhantes ao da PCH Anhanguera. As duas usinas vão produzir cerca de 48 MW, o equivalente a aproximadamente 40% da energia elétrica utilizada pela empresa no país.

Desde 2010 a Fundação Volkswagen está presente nos municípios de Ipuã e Ituverava, disponibilizando os projetos Entre na Roda e Estudar pra Valer!, que já beneficiaram 2.868 estudantes, 91 educadores e 32 instituições. As duas cidades também receberam a doação de 4.400 livros.

Além de todas as ações de sustentabilidade, política ambiental e social, podemos citar ainda que a Volkswagen é a primeira empresa do Brasil a utilizar um software para gerenciar a sustentabilidade. Chamado de SoFi, o programa permite administrar dados sobre emissões que causam o efeito estufa e a preparação de relatórios ambientais.

Ainda utilizando a tecnologia, a Volks utiliza o programa Gabi4 para analisar o processo industrial ou o ciclo de vida de uma nova instalação.

O software consegue estimar o impacto ambiental que a nova operação causaria, tanto no consumo de recursos naturais como na emissão de gases e produção de resíduos.

A política ambiental da Volkswagen, e deveria ser assim com todas as empresas, também passa pelo produto final. No Salão Internacional do Automóvel de Genebra de 2012, a VW apresentou o concept car Cross Coupé.

O veículo tem as características de um cupê e ao mesmo tempo de um utilitário esportivo, mas com motor híbrido. O modelo recebeu um motor turbodiesel TDI com injeção direta e dois propulsores elétricos. Essa engenharia faz com que o Cross Coupé tenha um consumo de combustível tão baixo quanto um veículo compacto e o alto desempenho de um utilitário esportivo. Num circuito misto de cidade e estrada, o modelo percorreu 100 km com apenas 1,8 litro de combustível.

Sem utilizar o motor à combustão, usando apenas os motores elétricos, o Cross Coupé tem emissão zero, atinge 120 km/h e tem autonomia para até 45 km, média de distância para que a maioria dos motoristas vá e volte do trabalho, sem poluir o meio ambiente.

Além do Polo Bluemotion na categoria de veículos verdes, a Volkswagen desenvolveu o Gol BlueMotion Technology e o Fox BlueMotion, apresentados no Salão do Automóvel de São Paulo. São veículos que consomem menos combustível, e consequentemente emitem menos poluentes. Os modelos ainda oferecem o sistema inteligente Start/Stop, que interrompe o fornecimento de combustível ao motor quando o motorista efetua uma frenagem completa. Levantando o pé do pedal do freio, o motor é religado automaticamente.

Uma importante revista do segmento automotivo ainda elegeu o Gol EconoMotion como o carro verde do ano.

Esta versão proporciona economia de 10% no consumo de combustível, e tem índice de reciclagem de resíduos sólidos de 97% durante seu processo de produção.

Existem outras ações da Volkswagen que poderiam ser abordadas quando o assunto é política ambiental.

Mas analisando apenas essas ações da empresa alemã, é nítida a atividade e o compromisso em ser uma empresa sustentável e tornar o processo de produção mais eficaz.

Ciente de que essa é a melhor maneira para se tornar uma empresa cada vez melhor e transformar o meio ambiente, a Volks cumpre passo-a-passo seu código de política ambiental.