Tendência: Carros Elétricos

Por: Redação

Como funciona um carro elétrico Volkswagen

Os efeitos da poluição do ar causada por veículos a combustão interna já era perceptível nos grandes centros urbanos em 1960. Na década de 1970, as crises dispararam os preços do barril do petróleo e, somados à questão da poluição atmosférica, a opção veicular elétrica era tida como alternativa para diminuir o consumo deste combustível de origem fóssil. Contudo, medidas do governo brasileiro de racionalização e substituição do petróleo, como o PROALCOOL, iniciado em 1975, foram eficazes sucedendo-se ao declínio dos preços do petróleo, antes que os carros elétricos pudessem firmar a sua utilização junto ao público.

Desde as últimas décadas, é cada vez maior a preocupação das indústrias automotivas em desenvolver veículos e tecnologias de locomoção ecologicamente corretos, com redução ou isenção de emissão de poluentes, movidos através de energias renováveis. Estamos bem próximos de ver veículos elétricos rodando nas ruas.

Diversos conceitos de veículos elétricos já foram apresentados anteriormente em Salões do Automóvel, entre eles o VW Nils.

Há décadas o Grupo Volkswagen, sempre preocupado com sustentabilidade e preservação dos recursos naturais do planeta associados a tecnologia de ponta, realiza pesquisas e desenvolvimento na área de veículos elétricos. Desenvolveu a tecnologia Blue-e-Motion, veículos movidos a energia elétrica com emissão zero de poluentes. Apresentou esta tecnologia em seu mais novo lançamento, o E-Bugster, a versão de propulsão elétrica do novo Beetle, que deverá chegar às ruas em poucos anos. Estimativas para 2018 apontam para um participação mundial de carros elétricos entre 3 e 5% do mercado total, o que vem motivando a empresa a entrar nesse mercado e oferecer cada vez mais opções a seus clientes.

Apresentação mundial do E-Bugster no Salão de Detroit

Para muita gente ele é o carro mais representativo de uma nova era: o Beetle. Sucessor de um ícone automotivo, sua apresentação mundial foi em abril de 2011 em Nova York e o lançamento no mercado em outubro. O Beetle mais esportivo de todos os tempos oferece até 147 kW / 200 cv de potência. Mas todas as versões são acertadas para demonstrar agilidade e, mesmo as que têm menor potência (a partir de 125 kW / 170 cv, nos Estados Unidos, e 77 kW / 105 cv na Europa), são agradáveis para dirigir.

No North American International Auto Show, em Detroit, a Volkswagen está mostrando que esta esportividade pode ser transferida para um Beetle com propulsão totalmente elétrica. O E-Bugster foi especialmente criado para isto: um Beetle “speedster” com dois lugares e 85 kW de potência, que vai de 0 a 100 km/h em 10,9 segundos sem emissão de poluentes, com linhas mais que empolgantes.

Blue-e-Motion para um futuro mais limpo

Volkswagen Nils

O módulo elétrico central do E-Bugster tem um design inovador: pesa apenas 80 quilos. A energia para alimentar o motor elétrico é armazenada numa bateria de íons de lítio cujos módulos são alojados atrás dos bancos dianteiros, numa posição estudada para economizar espaço. A capacidade da bateria, de 28,3 kWh, permite uma autonomia de pelo menos 180 quilômetros no trânsito urbano. Mesmo em um país enorme como os Estados Unidos, para a maioria dos motoristas, esta distância é suficiente para deslocar-se até o local de trabalho e voltar para casa.

Como o carro da Volkswagen tem uma função de carga rápida, a bateria pode ser “reabastecida” em 35 minutos em estações de recarga especialmente adaptadas. A bateria do E-Bugster também pode ser recarregada em casa, a partir de tomadas domésticas de 120 volts, como as encontradas nos Estados Unidos, ou 230 volts, como na Europa. A conexão para o cabo de carga está localizada no mesmo local que o bocal do tanque de combustível nas versões tradicionais, próximo à coluna C.

Graças aos novos Sistemas de Carga Combinados, desenvolvidos em cooperação com os fabricantes alemães de automóveis Audi, BMW, Daimler, Porsche e Volkswagen, assim como os parceiros americanos Ford e General Motors / Opel, o E-Bugster pode ser “abastecido” por meio de uma conexão que utiliza qualquer das modalidades de carga disponíveis. As possibilidades são:

• Carga por corrente alternada com uma fase;

• Carga ultra-rápida em postos de recarregamento elétrico.

Volkswagen Nils

Para que isto ocorra, será necessário criar um padrão único da indústria para os plugues de conexão dos futuros veículos elétricos, que será disponibilizado a todos os fabricantes. Esta padronização vai além do plugue: no Sistema de Carga Combinado, o controlador de carga e a arquitetura elétrica precisam ter capacidade de se adaptar a todos os tipos de recarga. Isto reduzirá os custos e simplificará a disseminação da mobilidade elétrica em todo o mundo.

Carregando a bateria nas frenagens

A quantidade de energia solicitada a cada momento ao pisar no acelerador do E-Bugster é indicada em um mostrador. Os instrumentos também incluem um indicador de autonomia e um display que mostra o nível de carga da bateria. Outra inovação do Beetle é um instrumento que mostra a intensidade da regeneração da bateria. O termo regeneração refere-se à recuperação da energia na frenagem: assim que o pé do motorista deixa o pedal do acelerador e começa a ocorrer desaceleração, ou quando o carro é freado, a energia cinética que normalmente seria dissipada é convertida em eletricidade, que é armazenada na bateria. Isto aumenta a autonomia do E-Bugster.

A Volkswagen batizou a unidade de propulsão elétrica completa de Blue-e-Motion. Já em 2013, unidades com esta identificação entrarão em produção em veículos, como o Golf, por exemplo.

Proporções de carro esporte

Mede menos de 1.400 mm de altura, ou seja, 90 mm menos que o Beetle com teto rígido. E o modelo de produção aparenta ter muita potência, com suas formas precisamente esculturadas. A largura do E-Bugster, 1.838 mm, aumentou 30 mm, enquanto seu comprimento (4.278 mm) é idêntico ao do carro de série normal.

A capota rígida do “Bug” alonga-se em um arco baixo, sobre esta linha cromada. Acompanhando o raio do teto – da forma típica de um speedster – está a borda superior das janelas laterais. A altura entre a borda cromada inferior da janela e a linha mais alta do teto é de apenas 400 mm. Como deve ser em um verdadeiro speedster.

Interior avançado

A combinação de alta tecnologia e comportamento dinâmico reflete-se também no interior do carro. Assentos esportivos e um túnel central contínuo na cor da carroceria reforçam o caráter esportivo do E-Bugster. O uso de alumínio nas maçanetas das portas e guias dos cintos e o estilo leve do volante também criam uma conexão direta entre o exterior e o interior. Tudo começa com um piscar de luz no painel de instrumentos.