Sete fuscas e o apreço pela originalidade

Por: Redação

Gabriel Marazzi e seus Fuscas

O jornalista Gabriel Marazzi ganhou seu primeiro Fusca, modelo 1967, do pai. Era ano de 1972 quando isso aconteceu e ele tem o veículo até hoje. Jovem, ele envenenou o carro, mas com o passar do tempo se arrependeu e resolveu restaurá-lo para recuperar as características originais. Sua paixão pelo Fusca é tamanha que ele não se contentou em ter apenas um. Comprou outros seis e gostaria de ter mais.

“Tenho sete Fuscas simplesmente porque gosto. Minha vontade é ter um modelo de cada tipo, de cada ano, mas isso é impossível, pois são 60 anos de produção”, comenta Marazzi. Além do primeiro, que ganhou do pai, o jornalista tem um outro do mesmo ano (1967), um Fuscão 1972, um mexicano 2003 (último ano de fabricação mundial) e três modelos alemães, sendo um considerado raro, ano 1967, um outro 1970 e, por fim, um Fusca modelo 1302, com câmbio automático e suspensão do Passat, ano 1971.

Marazzi não chegou a montar sua própria confraria, mas se diz sócio de vários clubes de proprietários e costuma participar de diversos encontros. No entanto, ele não gosta muito de conversar sobre peças de reposição ou se envolver em discussões sobre os veículos. Seu objetivo é ver de perto o que as pessoas fazem com seus carros.

“Conversar sobre peças, sobre modificações, obter informações sobre esse ou aquele profissional que faz reformas ou consertos ou sobre oportunidades de compra e venda, é coisa corriqueira nesses encontros. Mas eu tenho uma oficina e faço a manutenção por conta própria. O que gosto mesmo é de observar, ter contato com os diversos modelos expostos nessas reuniões.”

O jornalista, aliás, aconselha aos amantes de carros, que desejam colecionar, a começarem pelo Fusca. Em sua opinião é um veículo fácil de encontrar, pois foram fabricados muitos, de baixo custo e manutenção barata e simples com a vantagem de ser robusto e não quebrar facilmente. “A partir daí é soltar a imaginação. Tem gente que modifica. Eu, hoje, prefiro a originalidade”.