Paixão à primeira vista

Por culpa do Fusca, o locutor Bob Floriano virou fã da Volkswagen, tanto que hoje ele tem nada menos do que sete veículos da marca

Por: Redação
Fundador da Confraria do Fusca, Floriano também possui uma bicicleta com a marca Volkswagen

Fundador da Confraria do Fusca, Floriano também possui uma bicicleta com a marca Volkswagen

O primeiro carro a gente nunca esquece. E quando se trata de um Volkswagen, então, além de não esquecer, há quem se apaixone e não troque a marca por nenhuma outra. Aliás, mais do que não trocar, há quem resolva colecionar e até participar de clubes e confrarias formadas por amantes do mesmo veículo.

É o caso do locutor de rádio e TV, Bob Floriano, que não se contentou apenas com o Fusca.

Admirador da marca Volkswagen, ele também comprou outros veículos. Hoje, tem um Fusca ano 1968, uma Kombi 65, uma Brasília 75, um Gol 89, um Golf 97, um New Beetle 2000, e um Jetta 2008.

“Meu primeiro carro foi um Fusca 68 vermelho. Em 1981 bateram nele, então consertei e vendi. Mas eu tinha paixão por aquele veículo, o primeiro da minha vida e, em 1988, comprei um Fusca idêntico ao primeiro. Reformei e o tenho até hoje”, conta Floriano, explicando que equipou o carro com rodas, volante e buzina de Porsche.

Floriano conta que sempre manteve o Fusca como seu carro de uso. Ele até possuía outros modelos, que usava como moeda de troca para atingir outros objetivos como, por exemplo, comprar um apartamento. Mas a paixão não era apenas pelo pequeno besouro, como ficou conhecido nos Estados Unidos, ou pela Baratinha, apelido que ganhou por aqui. Ele sempre admirou a marca.

Tanto que namorou a Kombi, pertencente a uma vizinha, por dez anos até que conseguiu comprar. “A Kombi pertencia a um delegado, o senhor Bicudo. Ele adoeceu e deixou o carro para a filha, que acabou vendendo para mim depois de um tempo. Sou o segundo dono e cuido bem dela, pois é uma forma de preservar a memória do primeiro proprietário”.

Floriano trabalhava como locutor de rádio quando resolveu procurar peças originais para o Fusca 68 (comprado em 1988). Na Rua Duque de Caxias, localizada numa região do Centro de São Paulo, cujo comércio é especializado em auto e motopeças, ele conheceu Sergio Fontana, diretor do Sedã Clube. Associou-se e até passou a colaborar, por meio do seu trabalho na mídia, com as campanhas feitas pelo clube.

Em 1999, junto com a irmã, Cláudia, que tem um Fusca 72, e com o sobrinho Tiago, proprietário de um Fusca 68, Floriano fundou a Confraria do Fusca, que reúne amantes do veículo num espaço que pertenceu a uma antiga revenda da marca a Dacon (nos Jardins, elegante bairro de São Paulo) sempre no último sábado de cada mês. “A Confraria conta com 150 participantes, sendo que nos encontros reunimos de 30 a 50 pessoas. Ninguém paga mensalidade. Para participar basta ter um Fusca em boas condições. Selecionamos pela qualidade”, diz.